Tempo bom para escrever

Alguém devia estudar isso, mas eu acho que existe uma relação direta entre o clima e a produção literária de um escritor. Basicamente, quanto mais frio, cinzento e horrível o tempo, melhor. Se nevasse, então... Nossa, se nevasse eu começaria a pensar em termos de séries. Cada história rendendo de cinco a sete livros. Mas se eu morasse na praia, uns micro-contos e olhe lá. Se morasse em Olinda, poesia. No Canadá, romances policiais. Em Nova York, contos longos. Em Dubai, provérbios. Em Oxford, romances históricos com anos de pesquisa. Em Berlin, críticas literárias. Em Bali, fábulas. 

É tudo uma questão climática no final das contas.

 



Escrito por Índigo às 10h15
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O tempo no interior

Vistoria no Detran – 11 minutos

Abertura de firma no cartório – 4 minutos

Entrega de uma encomenda através das lojas Americanas – nunca

Correio – Tempo variável sem previsão possível

Corte de grama – 3 - 5 dias

Envio de uma foto por internet – 15 minutos

Encontrar uma vaga para estacionar na rua principal (em frente ao banco) – 2 - 5 segundos

Secar uma toalha em dia de sol – 30 minutos

Secar uma toalha em tempo molhado – 1 semana

Varrer a frente da casa – 1 hora

Convencer o som a tocar um CD  – 12 - 20 minutos



Escrito por Índigo às 09h13
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Namorandinho

Agora é oficial. Valentina está namorando. Ela disse que eu posso botar no blog. Ele é super gato. Acho que tem algum antepassado siamês, pois tem aquele pelo branco queimado com patas e orelhas de um tom mais escuro. É grandão, mas não chega a ser gordo. De personalidade, super bem educado. Contido, romântico e dedicado. Primeiro eles se encontravam no telhado, mas como Valentina é muito caseira, agora eles tem se encontrado debaixo da mesa da cozinha. Pronto. Já contei demais. Melhor parar por aqui porque depois ela me critica por estar usando sua vida íntima para encher meu blog.

 



Escrito por Índigo às 08h32
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A função de um gato

Tem certas ocasiões em que eu trocaria um gato por um cachorro num piscar de olhos. Quando você dorme sozinha numa casa enorme no meio do mato, no breu absoluto. Nessas horas eu quero estrangular a Valentina. Se ela fosse um cachorro ficaria atenta a barulhos e movimentações suspeitas. Caso visse alguma coisa iria averiguar e depois atacaria, se fosse o caso. Mas um gato faz justamente o contrário. Seu comportamento só serve pra colocar minhocas na nossa cabeça. Do nada, ela acorda no meio da noite, dá um pulo e finca as unhas no meu pé, daí fica olhando pra janela fechada como se estivesse enxergando através do vidro e da madeira. Não se mexe, prende a respiração e  só encara a janela. Pronto, eu já começo a pensar em lobos, ataque alienígena, serial killers, zumbis. O céu é o limite. Demora um tempão pra ela relaxar, sendo que no fim não era nada. Passam algumas horas e novo despertar histérico. Agora ela sai em disparada até a porta da frente e começa a miar e pular como se um espírito tivesse encarnado nela. Daí, assim como começou o escândalo, de repente para e volta a dormir. Eu me pergunto: qual a função de um bicho assim?



Escrito por Índigo às 07h53
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Por que escrevo?

Quando me perguntam por que optei pela literatura infanto-juvenil, tenho duas respostas. A primeira é técnica. É o único tipo de escrita que faço bem. A segunda é emocional, e tem a ver com coisas assim:

Esse desenho é da Clair, do quinto ano, que leu Saga Animal. Nessa foto não dá para ver direito, mas Kleber (o iguana), Jessica (a coelha) e Godorico (o sagui) são em alto relevo e se mexem. Dentro da casinha está o casal de escargots apaixonados, com a luminária para criar clima. É praticamente uma leitura crítica.

Ainda sobre o Saga, outra coisinha que não posso deixar de comentar. Vira e mexe a gente ouve falar que hoje em dia as crianças não lêem. Isso sempre me chateia, pois a impressão que eu tenho é outra. Outro dia, numa visita ao Giusto Zonzini, a bibliotecária comentou que alunos que leram Saga Animal no ano passado, agora estão voltando e retirando o livro para reler! Dessa vez por prazer mesmo. Bem, fica aí o registro, só para combater o terrível preconceito contra uma geração que lê, sim. E depois relê, tá meu bem.



Escrito por Índigo às 09h23
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Numa rápida passadinha por São Paulo volto com:

4 livros novos para ler

3 revistas

Uma história suculenta envolvendo um delegado corrupto

Um pequeno rombo no orçamento

Convites

Informações atualizadas de quem está namorando com quem

Saudades das amigas

 



Escrito por Índigo às 11h28
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Da vila

Escrevo da Vila Madalena, ressaca, preguiça de trabalhar e vontade de ir na locadora buscar uns Losts para ficar assistindo. Acabei de almoçar com Bebel, como nos velhos tempos. É como voltar para uma vida pregressa, que era bem boa, para dizer a verdade. Algumas coisas mudaram. A Vila não é mais a mesma. Ontem, às três da madrugada, não tinha uma alma na rua. Parece cidade fantasma. Só a gente mesmo, que não aprender nunca. Quase perdi a perna. Contando assim não tem graça. Mas na hora foi engraçado. Bem, graças a Deus ainda estou com as duas pernas. A cabeça é que poderia estar melhor.



Escrito por Índigo às 14h20
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Temporada de lançamentos

Hoje tem lançamento da Ivana Arruda Leite. É o seu primeiro romance. Já li uns trechos, quando ela ainda estava escrevendo e cortando, escrevendo e cortando. Se naquela época o livro já era bom, agora deve estar incrível.  Há tempo que eu torcia para a Ivana embarcar em histórias longas. Eba! Estarei lá!

Livraria da Vila
Rua Fradique Coutinho, 915.
19h

E amanhã é a vez do Rodrigo Lacerda, com o livro “Outra vida”, do qual não sei nada. Só sei que pelo o que ele contou sobre como foi escrever esse livro, deve ser o tipo de livro que eu vou amar.

Mesmo bat-local, mesmo horário
Livraria da Vila
Rua Fradique Coutinho, 915.
19h



Escrito por Índigo às 08h35
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