Eu, muito orgulhosa de mim.

Situação: estou sozinha em casa e quero tomar banho. Então espero a trovoada amainar e vou ligar a bomba. Desço atééééééé lá embaixo para ver se está saindo água. Não está. Um ano atrás, bastava isso e eu já não saberia o que fazer. Agora eu confiro as emendas da mangueira. Depois abro a caixa de força e confiro se caiu alguma chave. Executo testes na bomba de cima. Subo e vejo o filtro. Abro as tampas dos reservatórios e avalio o nível de água. Então confiro novamente o interruptor, dando umas cutucadas. Eliminada todas as hipóteses, chego à conclusão que deu curto na bomba. Abro a tampa do poço, puxo a bomba, boto num carrinho de construção e levo até o carro. Vou para a cidade e procuro a única pessoa que sabe trabalhar com esse tipo de coisa. Enquanto o homem trabalha vou para a manicure e faço as unhas. Quarenta minutos depois pego a bomba de volta e volto pra casa. Tudo sozinha. Quando marido voltar já está tudo resolvido, e eu com as unhas feitas. Voilá!



Escrito por Índigo às 14h33
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A síndrome da padaria quente

Como acontece toda sexta-feira, estou na padaria, desfrutando do wi-fi. Hoje está particularmente quente aqui, e minha vontade é de sair correndo. Lembra um pouco a sensação dos meus tempos de publicidade, quando eu queria morrer no meio do dia. Uma combinação do ronco incessante da máquina do café expresso, a televisão ao fundo, alguém que grita de tempos em tempos (aqui é uma criança, na publicidade era o chefe) e a impossibilidade de ir embora antes de determinado horário. E, tal qual acontecia quando eu tinha um trabalho formal, eu acabo produzindo lindamente. O trabalho rende como eu nunca vi, não me desconcentro por nada.  

Nessas horas eu lembro dos comentários que ouço quando alguém vai me visitar em casa. Olham para a varanda, o jardim florido, aquela brisa gostosa e dizem:

-              Que lugar inspirador.

Eu concordo só para ser educada, ciente de que o problema sou eu, obviamente.



Escrito por Índigo às 15h29
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TOPO


 

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