É pra ir
Hoje cedo estava trocando umas idéias com Bráulio Tavares quando passa Tom Zé. Os dois são amigos e Bráulio se desculpou, não ia poder ver o show hoje à noite porque já estava indo pro aeroporto. E eu:
- Ah, mas eu vou, viu.
Tom Zé – Ótimo, é pra ir.
Mais uma conversinha, despedidas e Tom Zé
- Te vejo lá no show, hein!
- Ah, total. Vou sim.
- Ó lá! Quero ver!
Corta. Fim de tarde. Semi-morta, com fome, calor, leve tontura. E as palavras do homem na minha cabeça : “É pra ir!!!”
Escrito por Índigo às 17h53
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Segundo dia de Jornadinha
O ritmo da Jornadinha é tão intenso que tenho a sensação de estar aqui há um mês.
Bem, vamos às ultimas notícias.
Eduardo Coutinho não era quem eu estava pensando. É outro. Ontem ele entrou na minha van e quando bati o olho no crachá, pensei: Oh, esse homem roubou o crachá do Eduardo Coutinho! Depois pensei, ou isso ou ele fez uma plástica radical. Se bem que ele também encolheu. Estranho... Fui falar com o homem.
- Eduardo Coutinho (ponto de interrogação)
- Pois não.
- Oi, eu sou a Índigo, escritora de livros infantis.
- Prazer.
- Você vai dar um curso amanha, não é (ponto de interrogação).
- Sim. Você vai (ponto de interrogação).
- Claaaaaaaaaaaaaro que eu vou. Eu sou muito sua fa.
- Hum... Você deve estar me confundindo com o documentarista. Eu sou critico literário.
- Critico (ponto de interrogação). Que pena... Eu achei que a cara não tava batendo. Putz... Ah... pena mesmo. Bem, boa sorte então. Não prometo ir, mas se der apareço la. Boa sorte.
- Obrigado. Pra você também.
- Tenha uma boa vida.
- Idem.
Escrito por Índigo às 10h00
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Boletim de Passo Fundo
Essa eh rapidinha, so pra mostrar essa invenção incrível da galera da Universidade de Caxias do Sul. Um painel digital onde você pode ler e-books, folheando na tela, ou tirar uma foto. E daí você já clica na opção – enviar para o meu email. Foi o que eu fiz. E – tchan-nan! Chego no hotel e já vejo a minha foto na minha caixa postal. OK, não eh nada de outro mundo, mas achei tão divertido. Eh tipo aquelas cabines de foto da Amelie Poulain, so que digital. Bem, vou la agora ver um matemático espanhol falar de literatura.
PS – Tom Zé acaba de entrar no elevador.
Escrito por Índigo às 18h47
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Notícias de Passo Fundo
Alegria 1 - Eduardo Coutinho está aqui e amanhã vou fazer um curso com ele! Oh, nem eu acredito.
Alegria 2 – Encontrei pilhas de livros meus à venda. Esses gaúchos são o máximo mesmo. Nossos livros chegam até a feira!
Emoção 1 – Estar numa platéia de 4 MIL pessoas, assistindo uma palestra sobre literatura.
Fofoca 1 – Deu uns quês de auto-ajuda no Arriaga. Não gostei. Cadê o ex-pugilista arretado que eu conheci (ponto de interrogação – teclado de hotel...)
Grandes mestres 1 – Cristovao Tezza, falando do seu Filho Eterno, causou um click interno em mim. Resolvi um dilema narrativo com o qual eu me debatia e há tempo. Ta vendo como eh bom ir pra esses eventos (ponto de interrogação – teclado de hotel...)
Bem, agora vou la. Hoje eh meu dia de ir para o circo.
Escrito por Índigo às 09h04
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Sapos domésticos
Assim como existem tipos urbanos, que curtem o caos da cidade, certos sapos preferem a vida doméstica à selvagem. Falo especificamente de um casal que noite após noite fica de plantão na porta da cozinha. Se eu dou bobeira eles entram. Não gostam de dormir fora. Também não gostam de grama. Preferem ficar na ardósia. São desses sapos que se identificam com humanos. De tanto me observar, aprenderam que eu não gosto quando pulam. Em respeito a isso ficam totalmente estáticos quando passo. Acham que assim vão me conquistar.
Valentina, por sua vez, é muito mais íntima deles. Dá beijinho de nariz. Eles não gostam. Saem pulando. Ela acha divertido. Vai pulando atrás, numa imitação desengonçada do que ela imagina ser um sapo.
Escrito por Índigo às 11h46
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Passo Fundo, contagem regressiva
Eu já tinha ouvido falar mil maravilhas sobre a Jornada Literária de Passo Fundo. Ouvi falar das tendas de circo, dos almoços no refeitório universitário, da tia da cantina que fica dizendo que a gente tem de comer mais, do número estratosférico de autores.
Mas o que eu não sabia é que semanas antes do evento a gente já começa a receber email de leitores, que aguardam ansiosamente pela programação. No meu caso são emails de crianças de 11 a 12 anos que leram alguns livros por indicação da escola e acabaram indo atrás de outros, por iniciativa própria.
Clique aqui e confira a programação. Tem até show do Tom Zé.
Escrito por Índigo às 09h09
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Hoje é meu dia de falar
No SESC Campinas, a partir das 14hs, eu falo sobre literatura infanto-juvenil. Tenho uma mala de livros que pretendo comentar. Isso vai até as 18hs. Se você não se inscreveu, tudo bem. Pode ir e fazer a inscrição na hora.
Depois, às 20hs, Rodrigo Lacerda sobe no palco, senta-se ao meu lado, e terá de ouvir tudo o que eu sempre quis falar sobre a obra dele. Hehe.
Te vejo lá!
Escrito por Índigo às 10h21
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Campinas hoje e mais informações sobre Amarelinha
É hoje. Às 20h. No SESC Campinas. Ana Paula Maia vai falar sobre a minha obra. Acho que a minha função será ficar sentadinha lá ouvindo.
Mas amanhã é a minha vez de falar. Também às 20hs:
“Tudo o que você sempre quis saber sobre a obra de Rodrigo Lacerda e nunca teve coragem de perguntar.”
E antes disso, das 14h às 18hs, uma vivência intensa e sem dó sobre literatura infanto-juvenil.
Agora, respondendo outra pergunta de leitor. Não, Amarelinha, não é minha. Ela pertence a uma figura chamada Jandira. Do fundo do meu quintal sai uma trilha. Você segue por essa trilha, vai atravessando mata fechada e chega numa clareira onde tem uma casinha. É lá que Amarelinha mora, junto com os filhos e netos. São 14 no total.
Escrito por Índigo às 09h38
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A chacina do frango
Eu vivia falando, ninguém ouvia, agora deu no que deu. Amarelinha, a vira-lata fora da lei cometeu uma chacina. Matou, estraçalhou e comeu dois frangos do vizinho. As carcaças foram espalhadas por tudo quanto é lado. Pelo gramado, algumas partes enroscadas na cerca de arame farpado, no pomar. E, para não restar dúvidas, houve testemunha. Um roceiro viu tudo. Ele confirma, foi a Amarelinha.
Isso, por si, já seria bastante grave. Mas o problema está nos dois frangos que ela escolheu. Justamente os queridinhos do vizinho. Nesse aspecto, eram mais que frangos. Eram uma companhia para o vizinho, que passa metade da semana sozinho em casa. Quando esse vizinho cozinhava, um desses frangos ficava empoleirado na bancada da pia, observando a movimentação. Jamais ciscou um pimentão, uma cenoura. Educado. O vizinho, em retribuição, não o incluía entre os ingredientes. Eram amigos. E daí a Amarelinha vai lá e faz um negócio desses. Está declarada a guerra. Não quero nem ver...
Escrito por Índigo às 07h52
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Evento em Campinas e a grama
Hoje, no SESC Campinas, começa o projeto “Versões”.
É assim:
Hoje – Marcelino Freire comenta a obra de Santiago Nazarian.
Amanhã – Santiago Nazarian comenta a obra de Ana Paula Maia.
Quinta-feira – Ana Paula Maia comenta a minha obra. Ui!
Sexta-feira – Eu comento a obra do Rodrigo Lacerda.
Pronto. Acaba aí. O próximo “Versões” começa com o Rodrigo.
Sempre às 20hs. SESC Campinas – R. Dom José I, 270 – Bonfim.
É bom chegar um pouco antes para retirar ingresso.
Além disso, na sexta-feira à tarde, também no SESC Campinas, vou fazer uma vivência sobre literatura infanto-juvenil, das 14h às 18h. Grátis.
Ontem um leitor me perguntou sobre o que fazer para a grama ficar bonita.
Bem, o que eu fiz foi: de maio a agosto, não cortei a grama nenhuma vez. Nos outros meses: corta-se a cada quinze dias. Não ficar pisando e jogando futebol em cima também ajuda. Ah, e depois que a grama foi plantada, jogar uma camada de terra por cima. Assim ela cresce mais forte. Opte sempre pela esmeralda. A coreana é muito frágil. Outra coisa, destrua os formigueiros sempre que puder. Destruição manual mesmo. Eu uso um rastelo. Vou lá, dou umas pancadas, destruo o montinho e saio correndo.
Escrito por Índigo às 08h07
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Pequenos animais silvestres
Outro dia eu estava voltando de uma longa viagem, já tarde da noite. Faltava menos de um quilômetro para chegar em casa. Tinha acabado de entrar na segunda estradinha de terra e um coelho branco passou saltitando na frente do carro.
Nesse fim de semana foi a vez de um esquilo. Ele apareceu no sábado de manhã, percorreu todo o terreno, colheu umas frutinhas, escalou uma árvore e se foi. Visitinha rápida.
Eles são tão fofos e inusitados que eu sempre fico com vontade de tomar alguma atitude quando os vejo. Abraçá-los, posar para uma foto, sair correndo atrás, chamar para um café, sei lá.
Escrito por Índigo às 09h36
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Relatório campestre
Faz tempo que não falo das coisas do campo. Já começo a me sentir uma desnaturada.
1. Horta: chegou num ponto em que já paramos de comprar verduras. Toda a verdura vem da horta.
2. Grama: está forte, controlada, um tapete de veludo. Orgulho da grama (nunca achei que eu fosse sentir coisas assim).
3. Canteiro de lantanas: rolou. As mudas já estão altinhas e se espalhando por tudo quanto é lado. Entenderam o plano.
4. Folhas que caem: agora elas estão mais controladas. Dá para ficar até cinco dias sem varrer folhas. Um luxo!
5. Canteiro da Diana: atualmente em reforma. Mudas de sálvia vermelha prontas para irem para a terra. É só parar de chover.
Escrito por Índigo às 09h48
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Durante a sopa
Ontem, tomando sopa com Andrea Delfuego e Fernanda Dumbra, disse o que há tempo estou querendo dizer para alguém: - Já escrevi 22 livros. É muito livro. Acho esse número meio absurdo. Vou dar um tempo. - Não. Não acho que seja um número absurdo – disse Andrea, mas até aí, ela estava com dor de cabeça, e mal conseguia tomar a sopa de ervilha. Estava meio grogue. Fernanda só olhava para a minha cara, muito concentrada. Um olhar que queria dizer “entendo perfeitamente”. Mas a concentração dela me desconcentra. O problema é que quando uma atriz olha para você, ela enxerga a sua alma. E quando uma escritora te escuta, ela ouve o que você não disse.
Escrito por Índigo às 15h48
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Amanhã, no SESC Vila Mariana
Literatura na web – um bate-papo sobre os novos suportes da escrita na web.
COM:
Andréa Delfuego
Índigo (eu)
Sandro Saraiva – da Etcetera
Edson Cruz – do Cronópios
Com mediação do Ivan Marques
Amanhã – quarta, às 20hs
Auditório SESC Vila Mariana
R. Pelotas, 141
Grátis, mas é prudente retirar o ingresso com uma hora de antecedência.
Escrito por Índigo às 17h33
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Hemingway me entende
Há algum tempo escrevi nesse blog sobre os perigos de tempestades em áreas rurais. Interruptores que são expelidos da parede, descargas elétricas que cortam a pessoa no meio, essas coisas. Pois bem. Hemingway também era chegado em morar em lugares ermos. Ontem, estava lendo um relato da vida dele, e fiquei sabendo que ele aprendeu na prática que não se fala ao telefone durante uma tempestade. Ele estava morando numa casa cercada por mata nativa, em Cuba. Toca o telefone e começa a trovejar. Ele atende. Então cai um raio que vem ziguezagueando pelos cabos e o acerta em cheio. Ele cai estatelado no chão. Demora quinze minutos para se levantar.
O bom é que, vendo a data em que esse fato se deu, o raio não prejudicou em nada a escrita dele. Se bem que nessa época ele estava num período de recesso. Mas depois ele voltou a escrever com a competência de sempre. Eu prefiro não arriscar. Choveu, não atendo. A pessoa que ligue mais tarde.
Escrito por Índigo às 09h32
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Inspiração é assim
Ontem encontrei o título do meu próximo livro. Estava parada num sinal vermelho, no meio de São Paulo, e ele veio. Plim! Com gente buzinando, um calor absurdo e a preocupação de chegar atrasada para uma reunião. Um título perfeito que meses e meses de passarinhos, cachoeiras e ar puro não resolveu, o que apenas comprova que meu lado trash também precisa ser cultivado. Agora vou lá, pegar mais um pouco de congestionamento!
Escrito por Índigo às 08h44
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Relatorio
Retornando aos assuntos campestres. Faz tempo que não dou novidades do reino vegetal. São Muitas. Vamos ao relatório.
1. Nova aquisição: um pé de laranja lima que já chegou com uma cara de árvore bem-disposta e trabalhadeira. Tem um aspecto simpático, inspira confiança.
2. Nova descoberta: um pé de cereja, lindo de morrer. Até então eu achava que era uma árvore ornamental, mas agora suas folhas estão muito mais verdes e as primeiras cerejinhas começam a enrubescer.
3. Novo rompante: o pé de figo, que até pouco tempo era um pau espetado no chão, agora se animou. Está com cinco folhas e muitos brotos.
4. Normatização do abacateiro: o abacateiro macho parou com aquela mania de chover folhas. Agora ele está lá quieto, com folhas verdes normais e todas no lugar. Acalmou os nervos.
5. Greve de amoras: os dois pés de amora não se animaram a trabalhar. Estão com preguiça. Por mim, tudo bem. Não vou forçar a barra. Pode ser que ainda estejam tímidos. Precisam de mais tempo para me conhecer melhor.
Escrito por Índigo às 07h25
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Teste: descubra se você sabe como meninos pensam.
Uma trupe de meninos vem passar o fim de semana na sua casa. Enquanto isso a goiabeira está carregada. O que você faz?
A - Diz para os meninos largarem os Nintendos e irem catar goiabas.
B - Deixa tudo como está que assim é mais seguro.
C - Aproveita que eles estão concentrados, cata todas as goiabas e as esconde bem escondido.
Pense bem antes de responder...
Pronto?
Resultado.
Resposta correta – C.
Se você sabe como meninos pensam, ao vir uma goiaba caída no chão, você não enxergaria a goiaba. Você enxergaria a gosminha vermelha. Ao tirar os olhos da goiaba e encarar uma pessoa qualquer, você não enxergaria mais o ser humano, e sim um possível alvo. Unindo as imagens: gosma, alvo e vermelho, é uma questão de segundos para você se transformar em guerrilheiro e aquele tranquilo dia no campo, uma guerra com cérebros esmagados por onde você passa. Simples assim.
Escrito por Índigo às 10h47
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Gripe
Voltou só o corpo pra casa. Por dentro só tem vírus e vazio. Vou voltar pra cama.
Escrito por Índigo às 18h08
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