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Voltando do Londrix, rumo a Salvador e BH
Volto encantada com o Londrix. Uma combinação improvável de escritores, com um público muito bacana, que logo deixa de ser público e vira uma espécie de velho amigo. Daí tem os organizadores, que só faltam pegar a gente no colo. Fora a galera da cidade, que é muito peculiar. À noite, era como se eu tivesse caído no meio de uma peça do Cemitério dos Automóveis. Bem, para você ter uma idéia, em Londrina tem até o Bortolotto Guinchos e Guindastes. Essa foi minha mesa:
Na esquerda, Fabrício Corsaletti, que com suas poesias, encanta velhinhas, e não tão velhinhas assim. Depois: eu, lendo e mudando meu texto em tempo real. João Filho, achando muito engraçado constatar que mudo meu texto enquanto leio. Aliás, João está tão mudado. Foi demais poder trocar várias idéias com ele. Foi uma pena que ele não tenha lido seu novo estilo de literatura. Fiquei curiosa. Depois, Paulo Scott, que conseguiu espantar a única criança da platéia. A menininha saiu correndo, tropeçando. Aliás, Scott está tramando umas coisas muito legais para São Paulo. Em breve... Mas o mais legal dessa foto são as duas cabeças no primeiro plano. A cabeça da esquerda é da Denise, dona da livraria Ciranda e miss simpatia em pessoa. A da direita é Edra, que morou seis anos na Irlanda, tentando entender por que o país produz tantos escritores incríveis. Ela mesma agora tem uma atitude meio irlandesa. Em toda mesa Edra estava lá, dando alfinetadas e botando lenha na fogueira. Adorei! Eu poderia falar muito mais, mas agora tenho de ir pra Bahia, hehe. AMANHÃ: Fiesta Bahia Hotel Av. Antonio Carlos Magalhães, 711 – Pituba Debate com Índigo e Gessé de Souza Silva E quarta-feira, em BH Hotel Liberty Palace – Rua Paraíba, 1465 – Savassi Debate com Índigo e Lucas Elias Gomes Escrito por Índigo às 10h59 [ ]
Amanhã, hoje e ontem
Amanhã vou lá para o Londrix, o Festival Literário de Londrina. Se você estiver por lá no sábado, tenho dois convites.
Sábado – na Casa de Cultura da UEL 10:30h, na feira de livros: 19:30h participo da conversa: “Por que a literatura?”, ao lado de Fabrício Corsaletti Paulo Scott e João Filho Hoje, você já sabe: Livraria da Vila, Fradique Coutinho – 915 – Vila Madalena Vá lá que vai ser bem bom! Ontem Foi um ótimo lançamento. Bem cheio, editores super felizes, tudo muito organizado e gente interessada nos livros. Então apareceu uma pessoa que foi minha professora de literatura no segundo colegial. Na hora foi difícil lembrar dela. Mas ela, não sei como, lembrava de mim. Eu olhava, olhava e pensava... É... esse rosto é familiar. Mas achava que faltava algo. Como se ela fosse uma impostora tentando invadir minha memória. Voltei para casa vasculhando lembranças e aos poucos o rosto dela foi ficando mais nítido. Na época ela usava uns brincos vermelhos que eu achava o máximo. E ontem ela estava sem brincos. E por conta daqueles brincos, e por ela entender tanto de literatura, e morar sozinha, e ser mais velha que nós, ela era tudo que eu queria ser. Lembro que de vez em quando ela contava de suas viagens. E eu pensava: ela viaja! E usa brincos vermelhos.! Que chato eu não ter lembrado de tudo isso ontem. Não pude dizer a ela que, se hoje escrevo, ela certamente contribuiu para isso. E também, que ela deveria procurar aqueles brincos. Se estivesse com eles ontem, ia matar a charada na hora! Escrito por Índigo às 09h33 [ ]
Um jabuti passou por aqui
Passou reto. Não vai ser dessa vez que vou botar um troféu de tartaruga em cima da minha geladeira. Tudo bem. Fiquei um pouco triste, claro, mas então fui fazer um treino de Kung Fu onde um faixa marrom me botou para correr e esqueceu de mim. E eu fiquei lá, correndo feito um hamster por horas e horas e horas. Depois chegou um faixa preta e me botou para lutar umas lutas que nem sei direito. - É difícil, não é? - É... – eu respondia, tentando respirar. - E sob pressão é mais difícil ainda! Volta lá! Depois um faixa azul me pegou para treinar. E gritava: - Vai, chuta! Chuta. Então, à noite, encontrei meu namorado e tentei choramingar por não ter ganhado o jabuti. Nem tive chance, pois mal abri a boca e já tive de ouvir um monte. Ele é uma pessoa racional e justa. Assim sendo, aqui estou, sem choradeira, sem dar uma de coitadinha. Snif... A batalha continua. Hoje mesmo. Lançamento da coleção Rumos na Rede, e por tabela do meu “O colapso dos bibelôs”. Livraria Cultura, Conjunto Nacional Horário – 19hs Escrito por Índigo às 11h38 [ ]
Lista de convidados
No começo era bem mais fácil decidir quem eu convidava para os lançamentos dos meus livros. O critério era simples: todo mundo que eu conheço. Mas agora, bem, estou perdendo a cara de pau. Dessa vez várias pessoas foram cortadas da minha lista, por diversos motivos. 1- Porque a pessoa é ocupada e seria uma falta de educação deixá-la numa situação desconfortável, achando que precisa ir ao lançamento. Então, para evitar constrangimentos, nem convido. 2- Porque a pessoa, coitada, já foi em tantos lançamentos meus que agora ela está dispensada. 3- Porque a pessoa nunca foi num lançamento meu até hoje, então já entendi que não é para convidá-la mais. Ok, não convido. 4- Por achar que a pessoa vai achar o livro ridículo. 5- Porque como não fui no lançamento que ela fez em junho, agora seria ridículo achar que ela iria no meu. Então, não convido. Com tudo isso, ainda espero que alguém apareça nos lançamentos de amanhã e depois. Escrito por Índigo às 10h46 [ ]
Seis mãos e o ego
Sábado à tarde. Eu leio “Eu sou um gato”, num sofá; e minha mãe “Amizade improvável”, no outro. - Quem escreveu esse capítulo aqui? - A Zezé. - Nossa... Como ela escreve bem! Voltamos às nossas leituras. Longo tempo sem comentários adicionais. Então minha mãe se dá conta. - Mas como eu vou saber quais capítulos você escreveu? - No final eu conto. Ela segue a leitura. Minutos depois, dá uma risadinha, mas pelos meus cálculos, num capítulo da Ivana... Escrito por Índigo às 10h46 [ ]
Amizade improvável
De vez em quando o Marcelino liga dizendo “corre para não sei onde que você tem de conhecer não sei quem que está no Brasil e já vai embora amanhã”. Então eu saio que nem doida com meus livros debaixo do braço, um sorriso tentando ser simpático no rosto e vou conhecer o gringo superpoderoso. O gringo vai embora com meus livros e pronto. Fim da história. Mas teve um encontro que rendeu. Foi assim, correndo atrás de gringos, que nasceu o livro “Amizade improvável”
Dessa vez lá estávamos - Ivana, Zezé e eu - para conhecer uma escritora argentina “ A Ruth Rocha da Argentina”. No banheiro do restaurante, ao final do almoço, Zezé deu a idéia. - Vamos escrever um livro juntas? Nós três? Durante o almoço, a Ruth Rocha argentina tinha falado que havia feito isso e ganhado um prêmio de cem mil euros. Então claro, nossa resposta foi, sim, vamos começar hoje mesmo. E começamos, naquele dia mesmo. O resultado você confere na próxima quinta-feira. Tchan-nan!!!
LANÇAMENTO de Amizade Improvável Quinta – 25 de setembro Onde – Livraria da Vila, Fradique Coutinho – 915 – Vila Madalena Escrito por Índigo às 10h34 [ ]
Leia isso, por favor
Considerando que estou com esse monte de livros novos, isso pode parecer estranho, mas ando com tantas saudades de escrever. Abrir um arquivo de Word e começar do zero. Agora tenho trabalhado em traduções e só. Tenho lembrado muito da Ivana, quando ela reclamava dos livros onde as pessoas abrem e fecham portas. No que estou traduzindo elas tomam goles antes de falar. Antes de cada fala alguém toma um gole. Eles também sorriem bastante e jogam os cabelos para trás. O problema é que em inglês existe uma infinidade de maneiras de sorrir, enquanto a gente só tem o sorrir mesmo. Ontem terminei de ler “O filho eterno”, do Cristóvão Tezza, que ganhei do Marcelino, que é outro combatente das portas que abrem e fecham. Cristóvão Tezza diz o essencial. Mas o essencial indizível. Nenhum gole, poucas falas. E quando tem sorrisos, não será acompanhado da palavra. Nem de rosto, na verdade. É o tipo de livro que dá vontade de empestar para todo mundo e pedir: leia isso, por favor. Escrito por Índigo às 10h25 [ ]
Lançamento do Bibelôs em SP
Eba! Mudou tudo. É o seguinte. A coleção é composta de três livros, de três autoras, e haverá lançamentos em 6 cidades. Em cada lançamento rola um debate entre uma autora e um psicanalista. que escreveu “Presas na teia” e Maria Rita Kehl. Mas depois do debate vai ter uma sessão de autógrafos onde estarão as três autoras com seus livros: Rosana Hermann, Tati Bernardi e eu. Aliás, hoje a Tati lança o seu “A menina da árvore” Então aqui vai o serviço completo. Porto Alegre – HOJE Livraria Cultura, Bourbon Shopping Country Horário – 19hs Com Tati Bernardi e Maria Lúcia Muller Stein São Paulo – 24 de setembro Livraria Cultura, Conjunto Nacional Horário – 19hs Salvador – 30 de setembro Fiesta Bahia Hotel Av. Antonio Carlos Magalhães, 711 – Pituba Com Índigo e Gessé de Souza Silva Belo Horizonte – 1 de outubro Hotel Liberty Palace – Rua Paraíba, 1465 – Savassi Horário – 19hs Com Índigo e Lucas Elias Gomes Rio de Janeiro – 2 de outubro Hotel Ceasar Business – Rua da Passagem, 39 – Botafogo Horário – 19:30hs Com Rosana Hermann e Maria Rita Kehl Recife – 8 de outubro Instituto Cervantes – Av. Agamenon Magalhães, 4535 - Derby Horário – 19hs Com Índigo e Ana Elizabeth Cavalcanti Escrito por Índigo às 10h29 [ ]
Os próprios livros
Quando estive no colégio Santa Maria, uma aluna da quinta-série perguntou se eu costumava ler meus próprios livros. Aliás, esta foi apenas uma das muitas perguntas ótimas que me fizeram. Perguntaram coisas que nem quando estive na Casa do Saber as pessoas perguntaram. Perguntas que depois me deixaram pensativa durante dias. Mas sobre ler os próprios livros. Estou morta de vontade de abrir o “Colapso dos Bibelôs” e ver o que foi que escrevi ali, mas não dá. É quase como ler o diário dos outros. Vai ver que é por isso que é tão bom quando alguém comenta o livro da gente. É uma maneira de ficar sabendo que deu tudo certo. Escrito por Índigo às 10h49 [ ]
Mais um livro novo
Ele acaba de chegar pelo correio. Tchan-nan! Adorei escrever essa história. Ela é narrada por um menino de 15 anos chamado Danilo.
Salvador – 30 de setembro BH – 1 de outubro Recife – 8 de outubro Mais pra frente dou informações detalhadas sobre os lançamentos. Ah, e minhas companheiras de coleção são Rosana Hermann e Tati Bernardi. Nada mal. Escrito por Índigo às 10h19 [ ]
Livro novo
Agora, sim, posso falar de “O quarto pato”, livro que escrevi para a coleção Confabulando, da Editora Positivo. Foi uma experiência legal, de criar uma nova moral para fábulas antiqüíssimas. Também fui um pouquinho além e resolvi usar uma estética gótica numa história infantil. e uma teimosia da minha parte, mas no fim mexe aqui, ali, e o livro ficou muito bacana. Aliás, uma honra participar dessa coleção. É a estréia da Positivo na área infanto-juvenil, e tudo indica que eles vão se dar muito bem. Veja isso. Escrito por Índigo às 11h26 [ ]
Síntese
Ontem estive no colégio Santa Maria, conversando com alunos do quinto e sexto ano, Pelo menos não agora, num post. Mas de tudo que os alunos me disseram, um episódio ficou gravado. “Índigo, você é que nem a gente”. E isso é tudo que uma autora de literatura infanto-juvenil pode desejar na vida. Escrito por Índigo às 12h41 [ ]
Atividade física
Elas achavam que a gente precisava praticar algum tipo de atividade física. Contanto que fosse construtiva. Nada de ficar fazendo abdominal pra depois sair por aí mostrando a barriga, feito umas... A gente ia carregar tijolos. Eu não apareço na foto porque meu trabalho era carregar uma pilha de tijolos na cabeça e colocá-los nesse carrinho. Daí a freira 1 passava para a freira 2 que botava o tijolo no muro. O muro pra manter a gente ali dentro. Escrito por Índigo às 09h53 [ ]
Passado remoto
A freira aí acima era a fundadora do Instituto das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. Pra mim, a mensagem era claríssima. Jesus tinha sido crucificado por elas. Prova disso é o sorrisinho. Depois formaram um Instituto para que os alunos entendessem que: se elas crucificaram Jesus em pessoa, imagina o que fariam com a gente. Elas eram muito boas em transmitir certos tipos de mensagens. Escrito por Índigo às 10h19 [ ]
Sem fio!
Estou escrevendo esse post na Livraria da Vila, do meu laptop e acabei de conseguir botar o Wi-Fi para funcionar!!! Estou navegando na internet sem fio, livre como um passarinho. Mônica: ROLOU!!! Consegui graças a uma moça caridosa que se ofereceu para ajudar. Então foram três mulheres quebrando a cabeça e tchan!!! Aqui estou. Isso é o MÁXIMO! Escrito por Índigo às 16h07 [ ]
Voltando ao passado
Esse era o banheiro assombrado das meninas, no terceiro andar. O teto tinha forro de madeira e num cantinho, pendia uma tira de gaze. Era a gaze da múmia que as freiras escondiam lá, sendo que estas múmias um dia também tinham sido freiras. Quer dizer, mesmo múmias, continuavam sendo freira e enquanto você estava lá, elas viam tudo. Por isso era bom você ir com uma amiga. Enquanto uma mijava a outra ficava olhando para a gaze. Você sabia se sua amiga era confiável se, no meio de um mijo, ela não saía gritando feito louca, fazendo com que você saísse correndo, com a calcinha nos joelhos, tropeçando, de bunda de fora. Escrito por Índigo às 11h10 [ ]
Quando a gente é jabutável
Ok, prometo que não vou passar os próximos 23 dias falando do Jabuti, mas quando você vira Jabutável, a vida pode ficar muito divertida. “Você tem de comemorar hoje porque a partir de agora não é mais mérito seu. Você tem de pensar que não vai ganhar. Eu fiz assim.” Ivana Arruda Leite – jabutável 2005 “Ela tem de pensar que vai ganhar! Foca no Jabuti! Concentra nesse Jabuti!” Andrea Delfuego – Autora de “Como ganhar um Jabuti” “Índigo, vem cá pegar no meu Jabuti” Marcelino Freire – Jabutado 2006 “Manda uma porção de provolone à milanesa de presente pra Índigo” Marquinho – guardião de Jabutis “Vai lá e pega essa tartaruga!” Fabiana Werneck – editora e louca por Jabutis “Eu sabia!” Beatriz Antunes – editora e olheira de Jabutis Escrito por Índigo às 09h56 [ ]
Jabutável
Primeiro achei que seria ridículo ficar anunciando: vejam, vejam como sou gostosa, fui indicada para o Jabuti! Mas depois pensei, mais ridículo é não comentar nada aqui no blog. Bem, então a verdade: fui. “A Maldição da Moleira” está lá, entre os dez indicados. Verdade 2: estou boba de felicidade, pois só de entrar para aquela listinha já é lindo! Verdade 3: a comemoração é hoje, na Mercearia, às 20hs. Apareça! Escrito por Índigo às 09h22 [ ]
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