A doutrina dos peixinhos

 

Aos poucos estou aprendendo a assistir televisão. Mas tem uma coisa com a qual não me acostumei até hoje. Sempre que paro num canal por mais de... sei lá: 10 minutos, tenho a sensação que alguma coisa vai acontecer. Então descobri o que é isso. Tenho a sensação que peixinhos vão começar a nada pela televisão, que é o que acontece com o meu monitor quando fico 10 minutos parada em frente dele, sem fazer nada. É muito estranho você poder ficar tanto tempo sem fazer nada em frente a uma tela. Nenhum peixinho entra, você nem precisa dar um peteleco no controle remoto. É estranho.



Escrito por Índigo às 11h05
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Os top 5 textos mais difíceis de escrever

 

  1. Cartão de casamento
  2. Cartão parabenizando um bebê que acabou de nascer
  3. Email pedindo para marcar uma reunião com alguém que não precisa ter uma reunião com você
  4. Texto de apresentação. Qualquer tipo de apresentação.
  5. Autógrafos


Escrito por Índigo às 11h23
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Síndrome de Lost

 

 

 

“Sério que você também é apaixonada pelo Lock?”

“Eu sou louca por ele.”

“Ai, finalmente encontrei uma amiga que me entende!”

 

 

“Mas eu já fui muito apaixonada pelo Sayid”

“Hum... Eu tenho que te contar uma coisa.”

“O quê? Não me diga que ele vai morrer”

“Na quarta temporada ele aparece de escova no cabelo”

“NÃO! Ah, não!”

“Vai se preparando...”

 

 

“Você sabia que o Sawyer é casado com uma japonesa?”

“Nossa, não sabia.”

“Eles já moravam lá no Havaí”.

“É... ultimamente eu ando mais apaixonada por ele.”

“Ah, não. Eu ainda sou mais o Lock”.



Escrito por Índigo às 11h08
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Miss Universo 2008

 

Top 10 comentários da transmissão do Miss Universo 2008

  1.  “Essa não é miss. Ela só é fofinha”
  2. “Falta beleza facial para essa moça”
  3. “Nós vimos o que aconteceu com o semblante dela.”
  4. “Mas isso é um pretinho básico!”
  5. “Esse tipo de beleza não me interessa.”
  6. “Isto é uma competição e elas têm de usar todas as armas”
  7. “Ela soube conduzir muito bem o vestido de gala”
  8. “Esta é uma mulher diferenciada”
  9. “Ainda não entendi o que essa vietnamita está fazendo aí”
  10. “Tem muito dente nessa boca”


Escrito por Índigo às 12h25
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Coisas da Vila Madalena 2

 

-        Quero ir morar num sítio.

-        Sei...

-        Perto de São Paulo. No máximo uma hora.

-        A-hã.

-        Meu apartamento é muito escuro.

-        Ah...

-        ...

-        Por que você não quebra a parede da sala e bota um vidro lá?

-        Não. Reforma não.

-        Por que sítio?

-        Eu quero abrir a janela de manhã e ver pássaros.

-        E uma casinha aqui? Olha essa! Do lado do Empanadas.

-        É... Eu podia fincar uma galinha de plástico na janela.

-        Então. É mais fácil.

-        E daí eu compro aquele CD de barulhos da natureza.

-        Pronto. Resolveu.



Escrito por Índigo às 10h35
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Coisas de Vila Madalena

 

Agora no sacolão, apareceu uma fruta nova. Lá estava a plaquinha:

“FRUTA NOVA! Altíssima concentração de vitamina C. Combate gripes e resfriados. Deixa a pele macia e saudável. Ajuda a prevenir câncer. Excelente para o sistema digestivo. Deixa os cabelos macios e sedosos”.

 

Ao lado, uma mulher escolhia abacates sacudindo-os. Não uma sacudida discreta. Vendo de longe, você diria que era um radinho à pilha verde. Os funcionários do sacolão apenas trocam olhares discretos, mas ninguém ri. Aqui somos treinados para respeitar as diferenças. Tudo muito psicologicamente correto.



Escrito por Índigo às 09h11
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Um alô

 

Passei aqui só para dar um alô rápido.

Estou trabalhando num novo livro e daí é como se não sobrasse nada para escrever aqui.

Mas eu vou ver o que dá para fazer.

Pensarei em algo. Beijinhos.



Escrito por Índigo às 11h45
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Lição 2: Chute furacão

 

-        Nesse você começa numa posição que é como se você estivesse montado num cavalo, mas sem o cavalo. Então você se auto-ejeta do cavalo e sai girando pelo ar com um joelho grudado no peito. Quando você estiver na metade do giro você tira a sua outra perna do chão e chuta a cabeça de uma pessoa que estaria parada na sua frente. Então você encerra o chute batendo com a palma da mão no seu pé que continuará no ar. Aliás os dois pés estão sempre no ar. Quer dizer, como faixa verde, você estará praticamente o tempo todo com os pés no ar a partir de agora. Mas, nesse caso, depois que você bater com a mão no seu pé, você volta pro chão, pra posição de cavalo. Entendeu?

-        Hããã.

-        Agora tenta.



Escrito por Índigo às 12h43
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Vida de verde

 

Na faixa verde, o seu combate é contra as leis da física. Basicamente isso.
Você tem de andar no ar. Foi o que tentaram me ensinar ontem.

“Imagine um banquinho aqui. Pise nele. Isso, agora você vai escalar o corpo de uma pessoa. Isso.”

Só que é tudo ar! Mas isso não importa.


“Vai, sobe!”



Escrito por Índigo às 11h43
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Verde

Esta sou eu antigamente, quando era faixa laranja. Agora sou verde. Fico olhando para essa foto e pensando, credo: eu nem dobrava os joelhos. Parece que nem tenho joelho. É praticamente uma perna de pau.

 

Aqui, da esquerda para a direita, eu, Kill Bel, Denise e Fernando fazendo a seqüência de bastão parado. Coisa de faixa laranja. Agora que estamos na faixa verde, é bastão andando. Bastão parado é algo que qualquer dona de casa com uma vassoura consegue fazer, num dia de fúria. Já andando, é outra história.

Enfim, agora sim, começo a fazer Kung Fu. Hei!



Escrito por Índigo às 10h29
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Dupla – parte 3

 

Hoje tem lançamento de outra dupla. Emílio Fraia e Vanessa Barbara, que escreveram “O verão de Chibo”.
Hoje, na Livraria da Vila da Fradique. 19 horas.

Aliás, no segundo semestre vou lançar um livro também escrito em co-autoria.
Minhas companheiras: Ivana Arruda Leite e Maria José Silveira.
O livro: “Uma amizade improvável”, pela editora Ática.

Aguardem...



Escrito por Índigo às 11h19
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Dupla – parte 2

 

Escrevi o post de hoje de manhã e passei o resto do dia pensativa. O que escrevi não é verdade. O problema não é trabalho em dupla. Pensando friamente no assunto, me dei conta. Não, se eu estou aqui apanhando e perdida, é por outro motivo. É porque estou trabalhando num universo que não é infantil. É isso! Eu estou me sentindo perdida porque saí do meu território. Pronto, agora sim, um post honesto. Dito isso, posso voltar a trabalhar.



Escrito por Índigo às 16h58
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Dupla

 

Estou trabalhando numa criação conjunta. Quando aceitei o convite, achei que seria tranqüilo. Já fiz isso antes, não sou nenhum bicho do mato. O parceiro é um figura que admiro, proposta bacana. Topei.

Corta, três meses depois.

Sou, sim, um bicho do mato. Sou egoísta e possessiva. Sofro, travo, fico de bode, me acho o pior dos seres humanos. Vou pro Kung Fu e fico chutando, socando e apanhando até me sentir melhor. Volto pra casa, respiro fundo e resolvo fazer o negócio dar certo. Vai dar certo!




Escrito por Índigo às 10h10
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A caveira de cristal

 

 Eu me lembro como se fosse ontem da primeira vez que Andrea Delfuego me contou sobre seu livro “Sociedade da caveira de cristal”. A gente estava no ônibus. Ela foi contando o livro que tinha acabado de escrever. Eu pensava:

“Meu Deus, a Andrea enlouqueceu.”

Mas não falei nada.

Quando ela me entregou o livro, há poucas semanas, pensei: “Ai, é o livro doido”.

Li e... batata: é uma história bem louca. Mas a Andrea é ótima escritora e por isso ela consegue conduzir uma trama mega-sofisticada sem nunca perder o controle. Você embarca no livro e tudo faz sentido. Ela junta: games, computadores, epidemia, calendário inca, telepatia e civilizações antigas, na boa, sendo que tudo ali tem fundamento. O que seria uma loucura só, vira um negócio instigante e misterioso.

O “Sociedade...” me lembrou os primeiros livros de detetive que li, quando adolescente. A adrenalina é a mesma. A Andrea sempre foi mestra em armadilhas e trucagens. Só que antes, era só para adultos.


O lançamento é amanhã!

Livraria da Vila da Fradique Coutinho

Das 19 às 21h - dabate sobre “Literatura e o mundo virtual”, com Sérgio Boggio, Rafael Kenski e Nelson de Oliveira.



Escrito por Índigo às 10h56
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O fazedor de velhos

 

Quando olhei para a capa, pensei: será que isso é mesmo um livro infanto-juvenil?
Coisas da Cosac Naify. O livro é todo austero. Mas o autor é divertidíssimo, além de ser meu amigo. Quando comecei a ler, já fui predisposta a gostar, pois gosto muito de tudo que o Rodrigo Lacerda escreve. Mas esse “Fazedor de Velhos” com esse título misterioso, foi o livro mais gostosos que caiu nas minhas mãos esse ano. Por livro gostoso quero dizer aquele livro que não deixa a gente sair à noite pra balada, não deixa que você ligue a televisão ou saia do sofá. É o livro que no quarto capítulo me fez gargalhar feito doida. E nos dois últimos, tirou lágrimas sinceras.

Fora que, da metade para frente, o Rodrigo faz uma coisa que sonho conseguir fazer algum dia. A história se passa dentro de uma casa. Eu amo livros que ficam em casa. A bolha de vidro do velho Nabuco já virou um desses lugares imaginários pelo qual a gente tem o maior carinho. Certamente voltarei lá outras vezes.
Ah, sim, respondendo a pergunta. Claro que é literatura infanto-juvenil. Das boas!



Escrito por Índigo às 10h23
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