Paisagem

Na frente da minha janela fica a estátua da Branca de Neve num pedestal. Acima da cabeça da Branca de Neve o galho de uma árvore, que agora contém uma teia de aranha. A teia é um octógono conciso com um furo no meio. No furo há um miolo, feito uma pupila. As bordas são feitas de fios mais espaçados. Da onde estou sentada, escrevendo, observo tudo com uma nitidez televisiva. Vejo inclusive quando mosquitinhos batem em cheio, esperneiam e fim. O conjunto todo, pairando sobre a cabeça de Branca de Neve, é como um pensamento numa história em quadrinhos.



Escrito por Índigo às 10h02
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Criaturas

Entramos na época de taturanas. Elas estão por toda parte. Na gente, inclusive. Já peguei taturanas no meu ombro, subindo pela minha perna, no meu cabelo. Muito desagradável. Outra forma de vida que decidiu dar as caras são umas criaturinhas que mais parecem vermes. São um meio-termo entre uma minhoca gigante e uma pequena cobra. Podem ser lombrigas em busca de barrigas, sei lá. Na dúvida, pego com a pá e jogo no mato. Sempre achei Novembro um mês estranho.



Escrito por Índigo às 09h53
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Balada literária, lá vou eu

Hoje começa a Balada Literária, o evento literário mais bacanudo de São Paulo. Tô indo

Veja a programação completa aqui. Imperdível

 

 



Escrito por Índigo às 08h26
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A escrita de cada um

Hoje uma amiga mandou um email falando sobre seu estilo de escrita. E lá pelas tantas ela diz: “Esse é meu jeito, pelo menos por enquanto”. E daí eu penso na minha própria escrita. Eu gostaria tanto de escrever outro tipo de história, com outro tom, outro ritmo. Tenho tentado. Obsessivamente. Mas não funciona. Fica falso, forçado. Pareço uma impostora. Às vezes eu acho que a gente escreve de acordo com as nossas limitações. De vez em quando, depois de muito suor, aqui e ali a gente consegue superar alguns obstáculos, mas é raro. Jeito de escrita é que nem a cara da gente. O melhor é trabalhar com o que lhe foi dado. Caso contrário você pode virar um Michael Jackson. Algo assim.



Escrito por Índigo às 09h01
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Fora do ar

De novo na lan-house porque em casa não tem conexão.

Será o fim da vida no campo?

Será que terei de alugar uma sala comercial?

Será uma conjunção astral?



Escrito por Índigo às 13h56
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Café filosófico

Último dia de feira. Acordo, vou tomar café e encontro o filósofo francês ficando um garfo num pedaço de mamão. Sem pensar eu digo:

-              Bounjou-RRÁÁ!

Pois aprendi que hoje em dia ninguém diz bonjour cantarolado. O cool é colocar um RHÁ no final. O francês se vira e solta um bonjou-RWGHÁR, pra mostrar que o francês ali é ele, mas que sim, eu tinha acertado. Então resolvemos tomar café juntos. Assim que me sento à sua mesa eu me dou conta de uma coisa. Este É Jean-Pierre Faye, a maior autoridade em totalitarismo, brother do Sartre, um pensador importante. O que é que eu vou conversar com esse homem? Então, rapidamente ele começa a me contar suas memórias da segunda-guerra mundial e da polícia nazista. Daí o assunto vai para Espanha e Franco, e naturalmente para abacates e como gerenciar bem o seu tempo. Não vou conseguir recriar as conexões entre os assuntos, mas quando se conversa com grandes pensadores é assim mesmo.

 



Escrito por Índigo às 09h20
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Porto Alegre: primeiras impressões

Sobre carne: você pede um espaguete à bolonhesa e em vez de carne moída vem verdadeiros cubos de bife. Daí no almoço do dia seguinte você pensa, vou pedir um negócio mais leve. Um risoto. Vem o prato e tchan-nan: mais nacos de carne de brinde.

Sobre looks: é um povo estiloso. Aprovado. Principalmente os adolescentes. Óculos escuros incríveis.

Sobre a feira de livros: TODA feira de livros deveria ser assim. Dá pra respirar. Sem ar condicionado, ao ar livre, com a brisa do rio e espaços separados: crianças correndo soltas num lado e adultos em paz no outro. Perfeito.



Escrito por Índigo às 13h37
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Estou em Porto Alegre

Isso é incrível. Hoje de manhã estava em casa, de pijama, trabalhando e esperando uma passagem que nunca chegava. Daí, meio-dia ela chegou. Joguei umas roupas na mala, peguei estrada, depois avião e vim. Agora estou aqui!

Bem, vou participar de várias atividades na Feira do Livro. Anotem aí

Amanhã
Lendo para Valer – ainda não sei horário nem local. Aguardando instruções

Dia 13, sexta-feira

Começo o dia com uma atividade com a escola “Chapéu de Sol”. O projeto se chama “Adote um escritor”. Sei que os alunos de lá já andaram lendo os meus livros. Então será uma conversa com eles.

14 hs – Semana da Literatura Digital – bate-papo comigo.
Local – Casa do Pensamento.

19:30hs – Novamente Semana da Literatura Digital – bate-papo comigo e Ana Grusynzki e Paulo Tadesco



Escrito por Índigo às 19h59
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TOPO


 

© Vida no Campo 2009. Blog da Índigo